• Dra Patrícia Savoi

E os Medicamentos, qual o papel deles no emagrecimento?


Quando o assunto é emagrecimento, os medicamentos sempre se tornam uma polêmica. O que acredito que não deveria ser assim. A obesidade tem se tornado uma doença, seja por interesse da indústria farmacêutica americana- como muitos acreditam, ou pela necessidade de se adquirir um olhar mais holístico e cauteloso com os pacientes considerados obesos.

Eu acredito muito no processo de emagrecimento definitivo, e que ele deve ser individualizado; porém, uma das certezas que eu tenho é que é um processo difícil e precisa de dedicação além de muito suporte.

Existem também diferentes níveis de dificuldade de emagrecer, e um paciente que precisa perder 25 Kg é diferente de precisar perder 5Kg- o que não significa ser mais fácil ou difícil. Podem existir diversos processos metabólicos que precisem ser melhorados, e é aí que entram os medicamentos.

Sabemos, atualmente que a Obesidade coexiste com patologias como Hipertensão Arterial, Diabetes, Depressão, Ansiedade entre outras; e os medicamentos podem ser fatores essenciais em algumas fases do processo. Você pode usar o medicamento para tratar as comorbidades ou para tratar o processo de emagrecimento diretamente. Os medicamentos podem auxiliar no controle da ansiedade, da compulsão alimentar, da manutenção da saciedade e até no leve controle da fome.


Você pode optar por fitoterápicos, manipulados ou industrializados; a gama de escolhas hoje é enorme; mas é preciso entender o paciente; e com muita cautela, fazer as melhores escolhas.


Precisamos sempre explicar para o paciente a intenção do medicamento prescrito, qual a ação esperada e qual é a idéia de tratamento; pois todo e qualquer ser humano cria expectativas e é preciso saber lidar com elas para não frustrar o paciente e manter a confiança e empatia na relação profissional.


Mais uma vez é importante salientar que o medicamento pode e deve (quando necessário) fazer parte do tratamento para perda de peso; porém ele é apenas um dos fatores e não o único responsável pelo sucesso.


Beijos Dra Patricia Savoi

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